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Transporte de valores - Pagamentos podem atrasar devido à greve

Paralisação dos funcionários de carros-fortes foi deflagrada ontem. Economia da região pode sofrer amplas sanções.

Fonte: Rafael Andrade - Tubarão
31 de Maio de 2016 às 00:55min

Tubarão tem uma representante da multinacional Prosegur, no bairro Oficinas. Funcionários aderiram ao movimento grevista desde ontem - Foto:Divulgação/Notisul

Rafael Andrade
Tubarão

Chega mais uma época de pagamento de servidores públicos e funcionários da iniciativa privada e pasmem: o dinheiro pode faltar nos bancos, agências dos Correios e lotéricas. O motivo é simples: 95% dos 1,5 mil empregados das multinacionais de transportes de valores Prosegur e Brinks, que prestavam serviço na região, aderiram à greve da categoria, que iniciou ontem, às 6 horas, e não tem data para terminar.

A informação foi confirmada ao Notisul pelo próprio presidente do Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores de Santa Catarina (Sintravasc), Vilson Soares dos Santos. Ele ainda lamentou que não houve procura, no primeiro dia de paralisação, de representantes do Sindicato das Empresas de Vigilância e Segurança do Estado de Santa Catarina (Sindesp) para negociar em definitivo, pois as primeiras negociatas foram negadas de ambas as partes. "Enquanto não alcançarmos um aumento real de 12% e R$ 30,00 de diária não vamos voltar atrás", afirma Vilson.

O Notisul tentou contato com representantes do sindicato patronal ontem, mas ninguém foi localizado. Somente em Tubarão e cidades vizinhas, 50 funcionários das duas empresas citadas atuam. Praticamente todos aderiram ao movimento.  Em Criciúma, aproximadamente 60 funcionários da Prosegur estão de braços cruzados por tempo indeterminado. Os 11 carros-fortes da Prosegur, que atendem no Sul do estado, estão parados. Com isso, não há abastecimento e recolhimento de dinheiro, inclusive nos caixas eletrônicos.


Reivindicação
Os colaboradores justificam a paralisação pelo não acordo com o sindicato patronal em relação ao reajuste salarial da categoria. Os funcionários pedem 12% de reajuste e a proposta apresentada pelo sindicato patronal é de 9%, valor menor que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 9.83%.
"Depois de muitas negociações não houve acordo e iniciamos a greve, que deverá ser ainda maior que a anterior, em 2012. A paralisação deverá ultrapassar os 25 dias", prevê o diretor executivo do Sintravasc, Erik Pereira Zeferino.


1,5 mil
Este é o número total de trabalhadores de transportes de valores no estado. Presidência do sindicato informa que 95% aderiram à greve

Publicado em: 01/06/2016 11:34:02

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